Com detectar TEA ( Transtorno do Espectro Autista) em bebês

Detectar sinais de Transtorno do Espectro Autista (TEA) em bebês pode ser desafiador, porque muitos comportamentos ainda estão em desenvolvimento. No entanto, alguns sinais precoces podem servir como alerta importante para uma avaliação mais cuidadosa. 

Primeiro, é essencial entender que o diagnóstico formal costuma acontecer mais tarde, mas os sinais podem aparecer já nos primeiros meses de vida

 Sinais de alerta em bebês (0 a 12 meses)

Observe se o bebê apresenta: 

  • Pouco ou nenhum contato visual (evita olhar nos olhos)  
  • Não responde ao próprio nome (por volta de 6 a 9 meses)  
  • Pouca expressão facial (sorri pouco ou não responde ao sorriso)  
  • Não imita expressões ou sons (como caretas, sons simples)  
  • Pouco interesse por interação (parece “no próprio mundo”)  
  • Não acompanha objetos ou pessoas com o olhar  
  • Choro difícil de interpretar ou muito diferente do habitual  
  • Pouca reação a estímulos sonoros ou, ao contrário, reação exagerada  
  • Atraso no balbucio (não faz sons como “ba”, “da”)  

Sinais entre 12 e 24 meses

  • Não aponta para mostrar interesse  
  • Não usa gestos (dar tchau, mandar beijo)  
  • Não fala palavras simples até 16 meses  
  • Perde habilidades que já tinha (regressão)  
  • Brinca de forma repetitiva ou incomum  
  • Pouco interesse em outras crianças

Um ponto muito importante

Nem todo bebê que apresenta um ou outro desses sinais terá TEA. O desenvolvimento infantil varia bastante. O mais importante é observar o conjunto dos comportamentos e sua persistência.

O que fazer ao suspeitar?

  • Conversar com o pediatra  
  • Procurar um especialista (neuropediatra, psicólogo infantil)  
  • Avaliação multidisciplinar (fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional, etc.)  

Quanto mais cedo houver intervenção, maiores são as chances de desenvolvimento saudável e suporte adequado

Perceber sinais precoces não é motivo para desespero, mas sim uma oportunidade de cuidado. O olhar atento da família e da escola faz toda a diferença. 

Vera Regina

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